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Monumentos
Palácio Nacional de Sintra
O Palácio Nacional de Sintra, antigo paço real medieval no centro de Sintra, célebre pelas duas chaminés cónicas e pelas salas dos Cisnes, das Pegas e dos Brasões.
- Localização
- Sintra, Lisboa
- Construção
- séc. XV–XVI
- Estilo
- Medieval, gótico, manuelino e renascentista
O Palácio Nacional de Sintra, também conhecido como Paço Real ou Paço da Vila, ergue-se no coração do centro histórico de Sintra, no distrito de Lisboa. É o único paço real medieval português que chegou aos nossos dias praticamente intacto, fruto de uma ocupação régia contínua entre o início do século XV e o fim da monarquia, em 1910. As suas duas chaminés cónicas, visíveis de toda a vila, tornaram-se o emblema inconfundível de Sintra.
Um paço construído por sucessivos reinados
Embora se sucedam no local vestígios de uma alcáçova islâmica, a fisionomia atual do palácio resulta sobretudo de duas grandes campanhas de obras. A primeira, promovida por D. João I em torno de 1415, dotou o paço de uma estrutura gótica organizada à volta de pátios, com a grande Sala dos Cisnes e a cozinha encimada pelas célebres chaminés. A segunda, no reinado de D. Manuel I (1495–1521), acrescentou a ala manuelina, com janelas geminadas, azulejos mudéjares de importação sevilhana e a sumptuosa Sala dos Brasões.
Em vez de obedecer a um plano unitário, o conjunto cresceu de forma orgânica, agregando corpos de épocas diferentes em redor de pátios, escadas e galerias. Daí a sua silhueta irregular e a coexistência de elementos medievais, góticos, manuelinos e renascentistas — uma qualidade que faz do palácio um documento vivo da evolução do gosto régio português ao longo de cinco séculos.
Poucos edifícios traduzem com tanta clareza a passagem do tempo: cada sala do Paço da Vila é o testemunho de um reinado, e percorrê-lo é atravessar a história da própria coroa portuguesa.
As salas e o seu programa decorativo
O interior conserva alguns dos mais notáveis tetos pintados de Portugal. A Sala dos Cisnes, antiga sala de banquetes, ostenta no teto em caixotões vinte e sete cisnes; a Sala das Pegas é decorada com numerosas pegas seguráveis empunhando rosas, ornato associado por tradição a um episódio da corte de D. João I. No piso nobre, a Sala dos Brasões exibe uma cúpula com setenta e dois brasões das famílias da nobreza dispostos em torno das armas reais, sobre lambris de azulejo do século XVIII.
A cozinha real, encimada pelas chaminés cónicas com cerca de 33 metros de altura, conservava a capacidade de servir os grandes banquetes da corte. O palácio guarda ainda memórias dramáticas, como o quarto onde D. Afonso VI permaneceu confinado durante anos, no final do século XVII.
Significado e classificação
Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Palácio Nacional de Sintra é hoje gerido pela Parques de Sintra – Monte da Lua e integra a Paisagem Cultural de Sintra, inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO em 1995. Juntamente com o romântico Palácio Nacional da Pena e o exótico Palácio de Monserrate, forma o notável conjunto de paços reais que fazem de Sintra um dos lugares mais densos de história e de imaginário arquitetónico de Portugal.
Perguntas frequentes
- Porque tem o Palácio de Sintra duas grandes chaminés cónicas?
- São as chaminés da cozinha real, com cerca de 33 metros de altura, concebidas para evacuar o fumo dos grandes fornos e fogões usados nos banquetes da corte. Tornaram-se a imagem de marca do palácio e da própria vila de Sintra.
- Qual é a diferença entre o Palácio Nacional de Sintra e o Palácio da Pena?
- O Palácio Nacional de Sintra é o antigo paço real medieval, situado no centro histórico da vila. O Palácio da Pena é uma construção romântica do século XIX, erguida no alto da serra. São monumentos distintos, ambos integrados na Paisagem Cultural de Sintra.
- O que é a Sala dos Brasões?
- É uma sala abobadada do início do século XVI cujo teto exibe 72 brasões das principais famílias da nobreza portuguesa, em torno das armas reais. É um dos mais notáveis programas heráldicos da Europa.
Fontes
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