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Património Mundial
Universidade de Coimbra — Alta e Sofia
A mais antiga universidade portuguesa e a cidade que cresceu à sua volta, inscritas na Lista do Património Mundial da UNESCO em 2013.
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Poucas instituições moldaram tão profundamente um país como a Universidade de Coimbra moldou Portugal. Fundada em 1290, é uma das mais antigas universidades em funcionamento contínuo do mundo — e a cidade que a alberga é, em grande medida, sua obra. Em 2013, a UNESCO inscreveu o conjunto «Universidade de Coimbra — Alta e Sofia» na Lista do Património Mundial.
A Alta: a cidade no alto
O coração da universidade ocupa o ponto mais elevado da cidade, no antigo paço real doado à universidade em 1537. O Paço das Escolas organiza-se em torno de um pátio dominado pela Torre da Universidade — o «Cabra» — e abre-se sobre o rio. Daqui irradia um tecido urbano de colégios, ruas estreitas e repúblicas estudantis que foi crescendo ao serviço de uma só função: ensinar.
A Joanina
A jóia do conjunto é a Biblioteca Joanina (1717–1728), mandada construir por D. João V. As suas três salas, forradas de estantes douradas e talha exótica, constituem um dos mais deslumbrantes interiores barrocos da Europa — e abrigam uma população de morcegos que, à noite, protege os livros dos insetos: uma curiosa solução de conservação com três séculos.
A Joanina é uma declaração: a biblioteca como templo do saber, tão sumptuosa como uma capela real. Nela, a arquitetura põe-se ao serviço de uma ideia de conhecimento.
A Sofia: a primeira cidade universitária
A inscrição da UNESCO inclui também a Rua da Sofia, na cidade baixa, onde no século XVI se instalaram os primeiros grandes colégios. Concebida de raiz para acolher o ensino, a Sofia é considerada um dos primeiros exemplos de planeamento urbano universitário na Europa — a cidade desenhada em função da academia.
Valor universal
O que a UNESCO reconheceu não foi apenas a beleza dos edifícios, mas o papel de Coimbra como modelo institucional e arquitetónico exportado a todo o mundo de língua portuguesa, durante séculos. Coimbra é a prova de que uma universidade pode ser, ela própria, um monumento — e de que o saber também constrói cidades.
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