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Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)
Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado), em Lisboa: a coleção de referência da arte portuguesa do romantismo à atualidade.
O Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), mais conhecido como Museu do Chiado, é o museu nacional dedicado à arte portuguesa desde meados do século XIX até à atualidade. Situa-se no coração do Chiado, em Lisboa, na Rua Serpa Pinto, e custodia a mais extensa e significativa coleção de arte moderna e contemporânea portuguesa em mãos públicas.
Fundação e missão
O museu foi criado por decreto da jovem República, datado de 26 de maio de 1911. Nessa data, o antigo Museu Nacional de Belas-Artes foi dividido em duas instituições: o Museu Nacional de Arte Antiga, que reuniu as obras anteriores a 1850 e permaneceu no Palácio das Janelas Verdes, e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, que recebeu a produção posterior a essa data. A criação, em 1911, de um museu vocacionado para a arte do seu tempo foi um gesto pioneiro no contexto europeu, refletindo o projeto republicano de valorização e ensino das artes. O MNAC integra-se hoje na rede de museus nacionais de Portugal, tutelados pelo Estado.
A coleção abrange um arco cronológico que vai do romantismo e do naturalismo oitocentistas — com nomes como Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro ou José Malhoa — ao modernismo de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros e Eduardo Viana, prolongando-se pelas vanguardas do pós-guerra e pela criação contemporânea. Inclui pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia e arte multimédia.
O edifício e a sua reconstrução
O museu ocupa parte do antigo Convento de São Francisco da Cidade, um vasto conjunto conventual que alberga também a Faculdade de Belas-Artes e a Academia Nacional de Belas-Artes. A vizinhança do convento com a Academia explica a estreita ligação histórica do museu ao ensino artístico.
Na sequência do grande incêndio do Chiado de 1988, que ameaçou todo o quarteirão e levou à retirada preventiva das obras, o espaço foi profundamente repensado. O museu foi inteiramente reconstruído e reaberto em 1994, segundo projeto do arquiteto francês Jean-Michel Wilmotte, que conjugou as preexistências conventuais com uma linguagem museográfica contemporânea. Em 2015, a instituição alargou-se ao antigo edifício do Governo Civil de Lisboa, na Rua Capelo, ampliando a área expositiva.
Significado patrimonial
Enquanto guardião da memória visual portuguesa dos últimos cento e setenta anos, o MNAC ocupa um lugar central na história das instituições do património nacional. A sua fundação inscreve-se no movimento republicano de criação de museus públicos e de democratização do acesso à cultura, complementando, no campo da arte mais recente, o papel desempenhado pelos grandes museus históricos de Lisboa. A coleção constitui um documento incontornável para compreender a evolução da arte portuguesa, da afirmação do naturalismo às experiências da arte conceptual e da imagem em movimento.
Perguntas frequentes
- Em que ano foi fundado o Museu Nacional de Arte Contemporânea?
- Foi criado por decreto de 26 de maio de 1911, na sequência da divisão do antigo Museu Nacional de Belas-Artes em duas instituições.
- Porque é também conhecido como Museu do Chiado?
- Pela sua localização no Chiado, em Lisboa, instalado em parte do antigo Convento de São Francisco da Cidade, na Rua Serpa Pinto.
- Que tipo de coleção reúne o museu?
- Reúne arte portuguesa de cerca de 1850 até à atualidade, incluindo pintura, escultura, desenho, gravura e arte multimédia.