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Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)

Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado), em Lisboa: a coleção de referência da arte portuguesa do romantismo à atualidade.

Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)
Pedro Ribeiro Simões from Lisboa, Portugal, CC BY 2.0 — Wikimedia Commons

O Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), mais conhecido como Museu do Chiado, é o museu nacional dedicado à arte portuguesa desde meados do século XIX até à atualidade. Situa-se no coração do Chiado, em Lisboa, na Rua Serpa Pinto, e custodia a mais extensa e significativa coleção de arte moderna e contemporânea portuguesa em mãos públicas.

Fundação e missão

O museu foi criado por decreto da jovem República, datado de 26 de maio de 1911. Nessa data, o antigo Museu Nacional de Belas-Artes foi dividido em duas instituições: o Museu Nacional de Arte Antiga, que reuniu as obras anteriores a 1850 e permaneceu no Palácio das Janelas Verdes, e o Museu Nacional de Arte Contemporânea, que recebeu a produção posterior a essa data. A criação, em 1911, de um museu vocacionado para a arte do seu tempo foi um gesto pioneiro no contexto europeu, refletindo o projeto republicano de valorização e ensino das artes. O MNAC integra-se hoje na rede de museus nacionais de Portugal, tutelados pelo Estado.

A coleção abrange um arco cronológico que vai do romantismo e do naturalismo oitocentistas — com nomes como Silva Porto, Columbano Bordalo Pinheiro ou José Malhoa — ao modernismo de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros e Eduardo Viana, prolongando-se pelas vanguardas do pós-guerra e pela criação contemporânea. Inclui pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia e arte multimédia.

O edifício e a sua reconstrução

O museu ocupa parte do antigo Convento de São Francisco da Cidade, um vasto conjunto conventual que alberga também a Faculdade de Belas-Artes e a Academia Nacional de Belas-Artes. A vizinhança do convento com a Academia explica a estreita ligação histórica do museu ao ensino artístico.

Na sequência do grande incêndio do Chiado de 1988, que ameaçou todo o quarteirão e levou à retirada preventiva das obras, o espaço foi profundamente repensado. O museu foi inteiramente reconstruído e reaberto em 1994, segundo projeto do arquiteto francês Jean-Michel Wilmotte, que conjugou as preexistências conventuais com uma linguagem museográfica contemporânea. Em 2015, a instituição alargou-se ao antigo edifício do Governo Civil de Lisboa, na Rua Capelo, ampliando a área expositiva.

Significado patrimonial

Enquanto guardião da memória visual portuguesa dos últimos cento e setenta anos, o MNAC ocupa um lugar central na história das instituições do património nacional. A sua fundação inscreve-se no movimento republicano de criação de museus públicos e de democratização do acesso à cultura, complementando, no campo da arte mais recente, o papel desempenhado pelos grandes museus históricos de Lisboa. A coleção constitui um documento incontornável para compreender a evolução da arte portuguesa, da afirmação do naturalismo às experiências da arte conceptual e da imagem em movimento.

Perguntas frequentes

Em que ano foi fundado o Museu Nacional de Arte Contemporânea?
Foi criado por decreto de 26 de maio de 1911, na sequência da divisão do antigo Museu Nacional de Belas-Artes em duas instituições.
Porque é também conhecido como Museu do Chiado?
Pela sua localização no Chiado, em Lisboa, instalado em parte do antigo Convento de São Francisco da Cidade, na Rua Serpa Pinto.
Que tipo de coleção reúne o museu?
Reúne arte portuguesa de cerca de 1850 até à atualidade, incluindo pintura, escultura, desenho, gravura e arte multimédia.

Fontes

  1. Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado — Wikipédia
  2. MNAC — Museus e Monumentos de Portugal
  3. Sítio oficial do MNAC