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Museu Nacional de Arte Antiga
O Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, é o primeiro museu de Portugal (1884) e guarda o maior conjunto de tesouros nacionais do país.
O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, é a mais importante instituição museológica portuguesa dedicada às artes plásticas e decorativas, do século XII ao XIX. Reúne o maior conjunto de obras classificadas pelo Estado como tesouros nacionais e ocupa um lugar fundador na história das instituições do património, por ter sido o primeiro museu público criado em Portugal.
Origem e fundação
As raízes do MNAA recuam a 1834, quando a extinção das ordens religiosas e a consequente desamortização dos seus bens levaram à recolha de milhares de pinturas, peças de ourivesaria e objetos litúrgicos, entregues à guarda da Academia Nacional de Belas-Artes de Lisboa. Foi a partir deste núcleo, somado a coleções da Casa Real, que se constituiu o acervo inicial.
O museu abriu portas a 11 de maio de 1884, com a designação de Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia, instalado no Palácio de Alvor-Pombal, residência seiscentista que pertencera ao 1.º Marquês de Pombal. Em 1911, a reforma republicana separou as coleções: a arqueologia transitou para o que viria a ser o Museu Nacional de Arqueologia, enquanto o núcleo de belas-artes se autonomizou com a atual designação. A direção de José de Figueiredo, entre 1911 e 1937, marcou a modernização científica e museográfica da instituição.
O edifício e o seu lugar
O Palácio de Alvor-Pombal, voltado para o rio Tejo na Rua das Janelas Verdes — donde o apelido popular de Museu das Janelas Verdes —, foi sucessivamente ampliado. Em 1940 construiu-se a ala poente sobre o terreno do antigo Convento de Santo Alberto, do qual se preservou a notável capela barroca, hoje integrada no percurso expositivo. A articulação entre o palácio antigo e os corpos novos resume bem a vocação do museu: conservar o passado adaptando-o a novas funções.
Mais do que um depositário de obras, o MNAA é o lugar onde se forjou, ao longo de um século e meio, a própria ideia de património artístico nacional em Portugal.
As coleções
O acervo, com cerca de 40.000 peças, abrange pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica, têxteis e mobiliário, de origem europeia, africana e oriental. Entre as obras-primas contam-se os Painéis de São Vicente de Fora, atribuídos a Nuno Gonçalves (c. 1470) e ícone maior da pintura renascentista portuguesa; as Tentações de Santo Antão de Hieronymus Bosch; o São Jerónimo de Albrecht Dürer; e, no domínio da ourivesaria e da arte sacra e dos tesouros, a Custódia de Belém, mandada fazer por D. Manuel I com o ouro do primeiro tributo trazido do Oriente.
A coleção inclui ainda raros biombos Namban, que documentam o encontro entre Portugal e o Japão no século XVI, e um vasto conjunto de azulejaria e faiança que ilustra a circulação de modelos artísticos no espaço atlântico e asiático.
Tutela e missão
Enquanto museu do Estado, o MNAA integra a rede sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural, cabendo-lhe não só a exposição mas também o estudo, a conservação e a divulgação do património à sua guarda. A sua história confunde-se com a da própria política patrimonial portuguesa, da desamortização oitocentista à museologia contemporânea, fazendo dele uma referência incontornável para quem procura compreender a arte e a memória de Portugal.
Perguntas frequentes
- Quando foi fundado o Museu Nacional de Arte Antiga?
- Foi inaugurado a 11 de maio de 1884, sob a designação inicial de Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia, sendo considerado o primeiro museu público de Portugal.
- Porque é também conhecido por Museu das Janelas Verdes?
- Pela sua localização na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, junto ao Tejo, designação popular que perdura como nome alternativo da instituição.
- Que obras-primas se podem ver no museu?
- Destacam-se os Painéis de São Vicente de Fora, atribuídos a Nuno Gonçalves, as Tentações de Santo Antão de Hieronymus Bosch, o São Jerónimo de Albrecht Dürer e a Custódia de Belém.