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Monumentos
Castelo dos Templários (Tomar)
Castelo dos Templários de Tomar, fortaleza fundada por Gualdim Pais em 1160 que abraça o Convento de Cristo, Património Mundial no distrito de Santarém.
- Localização
- Tomar, Santarém
- Construção
- 1160
- Estilo
- Românico militar
No alto de um cabeço que domina a vila e o rio Nabão ergue-se o Castelo dos Templários de Tomar, uma das fortalezas mais significativas da Reconquista portuguesa. A sua construção iniciou-se a 1 de março de 1160, por iniciativa de D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal, que aqui fixou a sede da milícia e fundou, ao mesmo tempo, a povoação de Tomar. A data está registada numa inscrição epigráfica nas próprias muralhas, testemunho raro da precisão com que os cavaleiros marcaram a memória da empresa.
Uma fortaleza da fronteira do Tejo
O castelo nasceu como peça-chave da defesa do território cristão e como apoio ao avanço para sul, para além da linha do Tejo, então fronteira instável face ao poder almóada. Gualdim Pais, que regressara do Oriente após a participação nas Cruzadas, introduziu na arquitetura militar portuguesa soluções então inovadoras: a torre de menagem de planta quadrangular, destacada no recinto, e o alambor — o talude inclinado na base das muralhas, destinado a reforçar a estrutura e a dificultar a aproximação de engenhos de cerco. O conjunto desenvolvia-se em recintos sucessivos, separados por cortinas de muralha, articulando a alcáçova, o paço dos cavaleiros e o oratório.
A resistência da praça revelou-se em 1190, quando o castelo suportou o cerco do califa almóada Iáqube al-Mançor sem cair, episódio que consolidou a fama da fortaleza templária.
A charola e o nascimento do Convento de Cristo
No interior das muralhas, os Templários ergueram a sua igreja conventual, a célebre charola de planta centrada, concluída em torno de 1190. De estrutura cilíndrica e robusta, evoca os santuários de planta circular do Próximo Oriente, em particular o Santo Sepulcro de Jerusalém, unindo função litúrgica e capacidade defensiva. Quando a Ordem do Templo foi extinta em 1312, os seus bens e privilégios em Portugal passaram, por vontade de D. Dinis, à recém-criada Ordem de Cristo, que aqui instalou a sua sede. A partir desse núcleo medieval cresceu o Convento de Cristo, com a sucessão de claustros e a célebre janela manuelina que celebram, em pedra, a era dos Descobrimentos.
Classificação e visita
O castelo e o convento formam hoje um conjunto monumental indissociável, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO em 1983, sob o número de referência 265. As muralhas, a torre de menagem e os panos defensivos podem ser percorridos antes de se entrar no espaço conventual, oferecendo uma leitura clara da evolução da fortaleza ao longo de sete séculos. Tomar continua a celebrar esta herança nas suas tradições, e quem visita o castelo pode prolongar o roteiro templário pelo vale do Tejo, onde se destaca o cenográfico Castelo de Almourol, também associado à Ordem. O monumento integra-se ainda na rede de castelos medievais portugueses que estruturaram o povoamento do reino.
Perguntas frequentes
- Quem fundou o Castelo de Tomar?
- A construção foi iniciada em 1 de março de 1160 por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo em Portugal, que fundou também a vila de Tomar.
- Qual a relação entre o castelo e o Convento de Cristo?
- O castelo é o núcleo originário do complexo: a sua charola templária tornou-se a igreja do Convento de Cristo, classificado Património Mundial pela UNESCO em 1983.
- O que é a charola dos Templários?
- É o oratório circular dos cavaleiros, concluído por volta de 1190, com planta centrada inspirada nos santuários do Santo Sepulcro de Jerusalém.
Fontes
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