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Turismo Militar: rota das fortificações de Portugal

O Turismo Militar é o programa estatal de valorização do património militar de Portugal, dos castelos medievais aos fortes abaluartados, lançado em 2019.

Turismo Militar: rota das fortificações de Portugal
Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL, CC BY-SA 2.0 — Wikimedia Commons

O Turismo Militar é o programa estatal que procura valorizar e tornar visitável o património militar português, do castelo medieval ao forte abaluartado moderno. Apresentado a 25 de julho de 2019, no Palácio Foz, em Lisboa, pelo então ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, nasceu da constatação de que a história de Portugal pode ser lida através da sua história militar — e de que essa herança, dispersa por todo o território, carecia de uma marca e de uma narrativa comuns.

Um património disperso por todo o país

A defesa do território deixou em Portugal uma das mais densas redes de fortificações da Europa, acumulada ao longo de mais de dois milénios. O programa Turismo Militar inventaria mais de 253 castelos, mais de 300 fortes, fortalezas e fortins, cerca de 100 faróis e farolins, mais de 70 castros e povoados fortificados e várias dezenas de casas-torre, a que se somam redutos, atalaias, muralhas e museus militares. É um conjunto que atravessa épocas e técnicas: dos povoados fortificados da Idade do Ferro aos castelos românicos e góticos da fronteira medieval, das fortalezas abaluartadas seiscentistas às linhas defensivas oitocentistas.

Esta diversidade torna o tema difícil de apreender como um todo. O Turismo Militar responde a esse problema reunindo numa só plataforma — www.turismomilitar.gov.pt — informação sobre cada local e propondo circuitos que ligam monumentos afastados segundo um fio condutor histórico. A leitura geral das tipologias e da evolução da arquitetura defensiva está desenvolvida na página dedicada às fortificações.

Coordenação e roteiros

O programa é um projeto do Ministério da Defesa Nacional, coordenado pela Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, em parceria com o Turismo de Portugal, com as autarquias e com os ramos das Forças Armadas. A sua estrutura assenta em roteiros temáticos: a Rota dos Castelos da Bandeira Nacional, que percorre as praças que ostentam a bandeira na Raia e no Algarve; o Itinerário dos Museus e Coleções Militares; e a Estrada Nacional 2, que atravessa o país de Chaves a Faro.

Vários destes circuitos cruzam-se com itinerários já existentes e classificados. É o caso da Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia, que articula Almeida, Elvas, Marvão e Valença, ou da Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas, Património Mundial desde 2012 e cujo Forte da Graça é apontado como um dos melhores exemplares da arquitetura militar europeia do século XVIII. A norte de Lisboa, as Linhas de Torres Vedras — mais de uma centena de fortes e estradas militares erguidos entre 1809 e 1812 contra a invasão napoleónica e classificados como Monumento Nacional em 2019 — constituem outro dos grandes conjuntos integrados.

Da defesa à fruição cultural

Mais do que um catálogo, o Turismo Militar propõe uma mudança de olhar: ler estruturas concebidas para a guerra como recursos culturais e turísticos, integrados na vida das comunidades que as rodeiam. O programa apoia-se em centros de interpretação, sinalética comum e parcerias autárquicas, e foi acompanhado, no lançamento, por um protocolo com a RTP para divulgação televisiva.

Ao colocar lado a lado um castro da Idade do Ferro, uma sé fortificada, um castelo de fronteira e um forte abaluartado, o programa devolve sentido a um património que, durante séculos, definiu o território nacional em pedra, terra e cálculo. É também um instrumento de descentralização turística, levando os visitantes a regiões do interior onde estas fortificações são, muitas vezes, o principal monumento.

Perguntas frequentes

O que é o Turismo Militar?
É um programa do Ministério da Defesa Nacional, apresentado em julho de 2019, que reúne numa marca e numa plataforma comum o vasto património militar português — castelos, fortes, fortalezas, faróis, castros e museus — organizando-o em roteiros de visita.
Quem coordena o programa?
A coordenação cabe ao Ministério da Defesa Nacional, através da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, em articulação com o Turismo de Portugal, as autarquias e os ramos das Forças Armadas.
Que tipo de monumentos abrange?
Segundo o próprio programa, mais de 253 castelos, mais de 300 fortes, fortalezas e fortins, cerca de 100 faróis, mais de 70 castros e povoados fortificados, além de casas-torre, redutos, atalaias, muralhas e museus militares.
Que rotas inclui?
Entre os roteiros propostos contam-se a Rota dos Castelos da Bandeira Nacional (na Raia e no Algarve), o Itinerário dos Museus e Coleções Militares e a Estrada Nacional 2.

Fontes

  1. Turismo Militar — Ministério da Defesa Nacional
  2. Dar a conhecer a história de Portugal através da marca «Turismo Militar» — República Portuguesa
  3. O Turismo Militar quer levar-nos pelo país a conhecer a História de Portugal — Público