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Castelo de Terena

Castelo de Terena, no Alandroal: fortaleza medieval de planta pentagonal, com torre de menagem sobre a porta e obras do início do séc. XVI. Monumento Nacional.

Perguntas frequentes Fontes
Interior relvado do Castelo de Terena, com a torre de menagem ameada e a sua porta, a muralha e uma torre arruinada ao fundo, sob céu nublado
GualdimG, CC BY-SA 4.0 — Wikimedia Commons
Localização
Terena, Alandroal, Évora
Construção
séc. XIV (reinado de D. Afonso IV; barbacã e fosso em 1380); obras c. 1514

O Castelo de Terena ergue-se no ponto mais alto da vila de Terena, no concelho de Alandroal, sobre o vale entre as ribeiras de Alcaide e de Lucefécit. É uma fortaleza medieval de dimensões modestas, com uma entrada em cotovelo e uma torre de menagem que protege diretamente a porta. A grande campanha de obras do início do século XVI deixou marcas visíveis. Juntamente com o Castelo de Alandroal e a Fortaleza de Juromenha, é uma das três fortificações que o município destaca no seu território.

Uma povoação antiga, um castelo de data incerta

O Município de Alandroal resume o que se sabe das origens de Terena. Alguns investigadores admitem uma origem islâmica, ligada ao abandono do Castelo Velho do Lucefécit, com vestígios do século X. O geógrafo andaluz Ibn Said refere, em 1242, um Hisn Talanna, interpretado como a «fortaleza de Terena». Faltam, no entanto, provas arqueológicas. Em 1259, D. Afonso III deu a Herdade de Santa Maria de Terena a Gil Martins de Riba de Vizela. Em 1262, ele e a mulher, Maria Anes, deram a Terena o primeiro foral.

A data de construção do castelo continua por fixar. O município admite que tenha sido erguido por volta do foral. O registo nacional do Património Cultural, I.P., citando Mário Barroca (2006), aponta outra cronologia. Com base na forma do castelo e nos indícios documentais, situa a fundação no reinado de D. Afonso IV, quando se terá construído a maior parte da estrutura. A obra terá depois parado, talvez por dificuldades económicas. Em 1380, D. Fernando mandou concluir a barbacã e o fosso.

A planta e as portas

Segundo o registo nacional, a fortaleza tem planta de pentágono irregular, com quatro torres circulares dispostas de forma assimétrica. Só uma delas protege um ângulo da muralha. A torre de menagem, quadrangular e de dois pisos, fica a meio de um dos panos da cerca, por cima da porta principal. Protege-a com uma pequena barbacã com adarve e terraço ameado.

A entrada principal, em cotovelo, faz-se por dois amplos arcos de volta perfeita. As impostas estão decoradas com bolas e entrelaçados, um vocabulário que o município associa às obras manuelinas. No lado oposto fica a Porta do Campo, também chamada Porta do Sol. Foi entaipada no século XVII, mas conserva o arco apontado, entre dois torreões circulares, numa composição simétrica de gosto gótico.

A campanha manuelina

Em 1482, D. João II nomeou Nuno Martins da Silveira alcaide de Terena. Nas primeiras décadas do século XVI, o castelo recebeu uma ampla campanha de obras. Uma parte substancial da estrutura que chegou até hoje data desse período. O registo nacional atribui-a a Francisco de Arruda, que terá trabalhado em Terena cerca de 1514. Alterou a entrada principal e a torre de menagem, a que deu um interior apalaçado. O município acrescenta que foi já no reinado de D. Manuel I que terminaram as obras na torre de menagem e nos Paços dos Alcaides. Refere também que D. João I doara a vila à Ordem de Avis.

Restauração, abandono e restauro

Durante a Guerra da Restauração, a Coroa concentrou recursos financeiros e de engenharia na praça de Elvas. Terena recebeu apenas o reforço de uma pequena parte da estrutura, a Porta das Sortidas, ou do Campo. Em 1652, o castelo foi ocupado por tropas castelhanas. Seguiu-se um abandono progressivo, e o terramoto de 1755 causou alguns estragos.

A Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) fez a primeira campanha de consolidação em 1937, reconstruindo um pano de muralha e reinventando ameias. Na década de 1980 houve trabalhos na torre de menagem, incluindo a reconstrução de abóbadas. O registo nacional assinala que essas obras alteraram vários elementos originais.

Classificação

O castelo é Monumento Nacional pelo Decreto n.º 35 443, publicado no Diário do Governo, I série, n.º 1, de 2 de janeiro de 1946. O mesmo decreto classificou também o Castelo de Alegrete e a fortificação de Monsaraz. O castelo não faz parte de nenhuma inscrição da UNESCO. Em Terena estão também classificados o Pelourinho de Terena, como imóvel de interesse público, e a Capela da Boa Nova, como monumento nacional.

Preparar a visita

O castelo fica no topo da vila. Na Rua Direita, que liga a Igreja de São Pedro ao castelo, o município destaca o pelourinho do século XVI e os antigos Paços do Concelho, do século XVIII. Fora da povoação fica o Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, um templo-fortaleza de planta em cruz grega que o município data do século XIV.

Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi encontrado horário oficial publicado para o castelo. Para confirmar o acesso, contacte o Município de Alandroal pelo 268 440 040 ou por [email protected].

Para seguir as fortalezas desta fronteira do Guadiana, visite o Castelo de Alandroal e o Castelo de Monsaraz. Para mais contexto, consulte as páginas dos castelos de Portugal e do Alentejo.

Fotografia de GualdimG, de 8 de fevereiro de 2023. Original no Wikimedia Commons, sob CC BY-SA 4.0; redimensionada e comprimida para a web, sem alterar a composição.

Perguntas frequentes

Quando foi construído o Castelo de Terena?
A data exata não se conhece. O registo nacional do Património Cultural, I.P., citando Mário Barroca, situa a maior parte da estrutura no reinado de D. Afonso IV; em 1380, D. Fernando mandou concluir a barbacã e o fosso. O Município de Alandroal admite uma construção mais antiga, próxima do primeiro foral, de 1262.
Que obras se fizeram no século XVI?
No início do século XVI houve uma ampla campanha de obras, atribuída a Francisco de Arruda, que terá trabalhado em Terena cerca de 1514. Alterou a entrada principal e a torre de menagem, a que deu um interior apalaçado.
O Castelo de Terena está classificado?
Sim. É Monumento Nacional pelo Decreto n.º 35 443, publicado no Diário do Governo, I série, n.º 1, de 2 de janeiro de 1946.
Há horário de visita?
Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi encontrado horário oficial publicado para o castelo. Para confirmar o acesso, contacte o Município de Alandroal pelo 268 440 040 ou por [email protected].

Fontes

  1. Património Cultural, I.P. — Castelo de Terena (70190)
  2. Património Cultural, I.P. — Atlas do Património Classificado, Castelo de Terena (NINV 2654)
  3. Diário do Governo — Decreto n.º 35 443 (I série, n.º 1, 02-01-1946)
  4. Município de Alandroal — Terena
  5. Município de Alandroal — Património e Natureza
  6. Wikidata — Castelo de Terena (Q5050421)

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