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Alentejo
O Alentejo é a maior das regiões portuguesas, estendendo-se a sul do Tejo até à serra algarvia, num território de planícies douradas, montados de sobro e azinho e horizontes amplos onde se erguem cidades muralhadas e aldeias caiadas de branco. À escala do património, é uma das paisagens culturais mais densas do país: do megalitismo pré-histórico às cidades-museu de Évora e Elvas, das fortalezas de fronteira às tradições vivas do canto coletivo, o Alentejo condensa milénios de história num só horizonte.
Cidades classificadas pela UNESCO
O coração patrimonial da região está nas suas duas cidades inscritas na Lista do Património Mundial. Évora, antiga Ebora romana e sede arquiepiscopal, conserva um núcleo histórico de exceção, com o Templo Romano, a Sé, os Paços Reais e a célebre Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco; foi classificada em 1986. Mais a leste, junto à raia espanhola, a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas preserva o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, distinguido pela UNESCO em 2012.
O Alentejo é a única região portuguesa onde duas cidades históricas, distantes apenas algumas dezenas de quilómetros, integram simultaneamente a Lista do Património Mundial — testemunho de uma fronteira que, durante séculos, foi simultaneamente linha de defesa e charneira de civilizações.
Fronteira, castelos e megalitismo
A condição de território de raia marcou profundamente o Alentejo. Ao longo da linha de fronteira sucedem-se castelos e vilas fortificadas — entre eles o impressionante Castelo de Marvão, encavalitado sobre um esporão granítico —, integrando o conjunto candidato das fortificações abaluartadas da raia. A oeste, sobre o Guadiana, Mértola guarda uma das mais ricas heranças islâmicas da Península, com a sua mesquita medieval transformada em igreja. Muito antes destas pedras, porém, comunidades neolíticas haviam povoado a planície de antas, menires e cromeleques, fazendo do Alentejo um dos epicentros do megalitismo europeu.
Património vivo e artes da terra
A identidade alentejana não se mede só em pedra. O Cante Alentejano, canto polifónico e sem instrumentos, foi inscrito em 2014 na lista representativa do património imaterial da UNESCO, dando voz coletiva às gentes do campo. A esta herança imaterial juntam-se as artes da terra, como o figurado de barro de Estremoz, também distinguido pela UNESCO, e o legado nobre do Paço Ducal de Vila Viçosa, berço da Casa de Bragança.
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Castelos & Fortificações
1Lugares
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Alcácer do SalAlcácer do Sal, no distrito de Setúbal: uma das povoações mais antigas da Europa, com castelo sobre o Sado e mais de 27 séculos de história.
Alter do ChãoAlter do Chão, vila do Alto Alentejo no distrito de Portalegre, com castelo medieval e a Coudelaria de Alter, a mais antiga coudelaria do país.
AvisAvis, vila do distrito de Portalegre no Alto Alentejo, berço da Ordem de Avis: castelo, torres medievais, Torre da Rainha e o Convento de São Bento.
BejaBeja, capital do Baixo Alentejo: a antiga Pax Iulia romana, com castelo gótico, a torre de menagem mais alta do país e o Convento da Conceição.
Castelo de VideCastelo de Vide, vila do Alto Alentejo no distrito de Portalegre, com castelo medieval, judiaria e sinagoga, conhecida como a Sintra do Alentejo.
CratoCrato, vila do Alto Alentejo no distrito de Portalegre, foi sede dos Hospitalários em Portugal e guarda o Mosteiro de Flor da Rosa.
ElvasElvas, cidade-quartel fronteiriça do Alto Alentejo classificada pela UNESCO, com fortificações abaluartadas, o Aqueduto da Amoreira e centro histórico.
EstremozEstremoz, a cidade branca do Alentejo Central: castelo medieval, Torre das Três Coroas, mármore e os Bonecos de Estremoz reconhecidos pela UNESCO.
MarvãoMarvão, vila muralhada no cume da serra de São Mamede, no distrito de Portalegre: castelo medieval, casario alentejano e vistas sobre a raia.
MértolaMértola, vila-museu do Baixo Alentejo sobre o Guadiana, no distrito de Beja, com mesquita-igreja, castelo e notável núcleo arqueológico islâmico.
MonsarazMonsaraz, vila medieval muralhada do Alentejo, no concelho de Reguengos de Monsaraz, suspensa sobre o Guadiana e o Grande Lago do Alqueva.
Montemor-o-NovoGuia patrimonial de Montemor-o-Novo, vila alentejana do distrito de Évora, com o seu castelo medieval, conventos e a memória de São João de Deus.
MouraMoura, cidade do Baixo Alentejo no distrito de Beja: castelo medieval, bairro da Mouraria e funda herança islâmica junto ao rio Guadiana, no Alentejo.
PortalegrePortalegre, capital de distrito no Alto Alentejo: Sé, palácios barrocos, a Serra de São Mamede e a célebre tapeçaria portalegrense.
RedondoRedondo, vila muralhada do Alentejo Central, no distrito de Évora: castelo dionisino, cerca medieval e uma das mais vivas tradições oleiras de Portugal.
SerpaSerpa, vila muralhada do Baixo Alentejo, distrito de Beja: castelo medieval, aqueduto seiscentista, nora monumental e centro histórico branco.
Vila ViçosaGuia de Vila Viçosa, vila ducal do Alentejo no distrito de Évora: o Paço Ducal dos Bragança, o castelo medieval e a capital do mármore. Perguntas frequentes
- Que sítios do Alentejo são Património Mundial da UNESCO?
- O Alentejo conta com dois bens inscritos na Lista do Património Mundial: o Centro Histórico de Évora (1986) e a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações (2012). A região integra ainda o Cante Alentejano, reconhecido em 2014 como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
- Qual é a cidade mais importante do património alentejano?
- Évora é o principal centro patrimonial do Alentejo. O seu núcleo histórico, murado e de traçado medieval, reúne o Templo Romano, a Sé, a Igreja de São Francisco com a Capela dos Ossos e vários palácios, justificando a classificação como Património Mundial.
- O que é o megalitismo alentejano?
- O Alentejo possui uma das maiores concentrações de monumentos megalíticos da Europa, com antas (dólmenes), menires e cromeleques erguidos entre o V e o III milénio a.C., como o Cromeleque dos Almendres, perto de Évora, e a Anta Grande do Zambujeiro.