Patrimónios Estudos sobre o património cultural português

Memória do Mundo

Chapas Sínicas: os registos de Macau na Memória do Mundo

Explore as Chapas Sínicas de Macau, inscritas em 2017, os originais guardados na Torre do Tombo e a referência PT/TT/DCHN para iniciar a pesquisa documental.

Perguntas frequentes Fontes
Localização
Lisboa, Lisboa
Período documental
1693–1886
UNESCO
Memória do Mundo · desde 2017

As Chapas Sínicas integram os Registos Oficiais de Macau durante a Dinastia Qing (1693–1886), inscritos na Memória do Mundo em 2017 por candidatura da China e de Portugal. O conjunto documenta relações entre a Procuratura do Leal Senado de Macau e autoridades chinesas de Guangdong. A história é de Macau; os originais da coleção identificada na candidatura estão na Torre do Tombo, em Lisboa.

Documentos chineses e versões portuguesas

A candidatura descreve mais de 3 600 documentos, maioritariamente escritos em chinês, com uma parte importante em português. As chapas incluem correspondência oficial enviada pelas autoridades chinesas. Outra componente reúne traduções para português e cópias de correspondência expedida pelo Leal Senado, descrita no formulário de 2016 como cinco livros e quatro maços.

Estes documentos ajudam a investigar administração, impostos, navegação e conflitos de jurisdição. Para compreender um assunto, compare o original, a tradução e a resposta quando existirem. A presença de textos nas duas línguas não significa que cada documento tenha uma tradução conservada nem que todas as versões expressem o mesmo ponto de vista.

Proveniência e instituições depositárias

Macau é o contexto de produção; Lisboa é o lugar de guarda dos originais identificados na candidatura.

O formulário distingue os originais geridos pela Torre do Tombo das cópias, sobretudo microfilmes, conservadas pelo Arquivo de Macau. Uma candidatura conjunta não demonstra que os originais estejam divididos igualmente entre os dois arquivos.

A documentação passou pelo Convento de Nossa Senhora da Graça antes de integrar a Torre do Tombo no final do século XIX. O formulário reconhece que as circunstâncias precisas da passagem de Macau para Portugal não são conhecidas; a intervenção de missionários aparece como hipótese, não como percurso de transporte comprovado.

Dois registos, dois âmbitos

A coleção entrou no registo regional da Ásia-Pacífico, MOWCAP, em 2016, e no Registo Internacional da Memória do Mundo em 2017. São reconhecimentos de âmbitos diferentes. Não correspondem à inscrição de um edifício na Lista do Património Mundial, nem acrescentam novas peças físicas ao arquivo.

Como pesquisar as Chapas Sínicas

Procure PT/TT/DCHN — Documentos em Chinês no Digitarq. A Torre do Tombo disponibiliza também um catálogo descritivo. Anote a referência completa de cada unidade, a data, o idioma e as cotas anteriores indicadas na descrição. Um resultado de coleção, um livro e uma carta não são unidades de contagem equivalentes.

Antes da consulta, confirme as reproduções disponíveis e as condições de acesso ao original com o arquivo. Os projetos e exposições anunciados no passado não garantem exibição atual. Para comparar outra inscrição partilhada, explore o Tratado de Tordesilhas, cuja documentação tem outra proveniência e outro contexto.

Perguntas frequentes

Os originais estão em Macau ou em Lisboa?
A candidatura distingue os originais conservados pela Torre do Tombo, em Lisboa, das cópias, sobretudo microfilmes, no Arquivo de Macau. A participação dos dois países na candidatura não significa uma divisão igual dos originais.
Qual é a diferença entre 2016 e 2017?
2016 é o ano de inscrição no registo regional MOWCAP da Ásia-Pacífico; 2017 é o ano do Registo Internacional da Memória do Mundo. Os dois reconhecimentos não são inscrições de um monumento na Lista do Património Mundial.
Como começar a pesquisa?
Procure PT/TT/DCHN — Documentos em Chinês no Digitarq e consulte o catálogo descritivo da Torre do Tombo. Registe a referência completa, o nível de descrição e a data; confirme reproduções e acesso com o arquivo.

Fontes

  1. UNESCO — Memory of the World International Register
  2. UNESCO — Nomination form
  3. Torre do Tombo — Documentos em Chinês: catálogo
  4. MOWCAP — Regional Register (2016)
  5. Digitarq — DGLAB