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Monumentos
Túmulos classificados como Monumento Nacional
Nove túmulos Monumento Nacional, de Braga, Óbidos, Lisboa, Santarém, Grijó, Oliveira do Conde e Penafiel: o que os registos e os decretos confirmam.
- Localização
- Braga, Braga
Alguns dos mais antigos monumentos fúnebres de Portugal têm classificação nacional própria, independente da igreja ou do mosteiro que os abriga. O Atlas do Património Classificado lista nove túmulos como Monumento Nacional, em sete concelhos. Este guia apresenta-os com o que os registos e os diplomas permitem afirmar, e diz sem rodeios onde não encontrei mais do que o nome. Para o contexto da escultura funerária portuguesa, veja Escultura Portuguesa.
Braga: Túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa
Classificado (NINV 74937) como «Túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa, na Sé de Braga», pelo decreto de 16 de junho de 1910. A fotografia desta página mostra um túmulo com jacente e leões na base, na Sé de Braga; o ficheiro de origem identifica-o como o túmulo de D. Diogo de Sousa. Veja a Sé de Braga e a cidade de Braga.
Óbidos: Túmulo de D. João de Noronha, o Moço
O Atlas (NINV 3147) situa-o na Igreja de Santa Maria de Óbidos e dá como diploma o Decreto n.º 22 735, de 24 de junho de 1933. Li-o no Diário do Governo n.º 140: considera imóvel de interesse público a igreja de Santa Maria de Óbidos, e classifica de monumento nacional «o túmulo e monumento funerário de D. João de Noronha, o Moço, que se encontra na referida igreja». Veja Óbidos.
Lisboa: dois túmulos
O Túmulo de D. João das Regras (NINV 3351) está na Igreja de São Domingos de Benfica e é Monumento Nacional pelo decreto de 1910. O Decreto n.º 22 734, de 24 de junho de 1933, confirma-o: ao considerar a igreja imóvel de interesse público, refere «o túmulo de João das Regras, que já é monumento nacional», e acrescenta o grande retábulo da capela-mor, dois retábulos do transepto, quatro pinturas dos segundos e terceiros altares e a arca quinhentista com os ossos de Vasco Martins de Albergaria.
O Túmulo da Rainha D. Mariana Vitória (NINV 3350) está na Igreja de São Francisco de Paula, na freguesia da Estrela, também classificado pelo decreto de 1910. Não tenho fonte oficial lida sobre a sua escultura ou data.
Santarém: dois túmulos na Igreja de São Nicolau
O Atlas regista o Túmulo de João Afonso, fundador do antigo hospital de Santarém (NINV 3947), na Igreja Paroquial de São Nicolau, e o Túmulo de Fernão Rodrigues Redondo (NINV 3946), na capela de São Pedro, «actualmente anexa» à mesma igreja. Ambos pelo decreto de 1910. Não li descrição de nenhum dos dois. Veja Santarém.
Vila Nova de Gaia: Túmulo de D. Rodrigo Sanches
Situado, segundo o Atlas (NINV 3807), no claustro do Mosteiro de Grijó, é Monumento Nacional pelo decreto de 1910. Há desenvolvimento no guia do Mosteiro de Grijó.
Carregal do Sal: Túmulo de Fernão Gomes de Góis
Está na Igreja Paroquial de Oliveira do Conde (NINV 4251) e foi classificado pelo decreto de 1910. Não encontrei uma fonte oficial que descreva a obra ou a data.
Penafiel: Túmulo do Monte de São Roque
O registo (NINV 3700) é o único deste grupo que não refere igreja ou mosteiro, só a freguesia de Penafiel; classificado pelo decreto de 1910. Não consegui confirmar, em fonte oficial, o que é nem onde se encontra com exatidão, e por isso não o descrevo.
Em conjunto
Oito destes túmulos foram classificados no decreto de 1910, e um, o de Óbidos, em 1933, no mesmo diploma que declarou de interesse público a igreja que o abriga. Como o conjunto reúne túmulos de épocas diferentes, o título deste guia refere só a categoria de proteção; as datas e os escultores de cada obra ficam por indicar quando não os pude confirmar. Para a escultura funerária gótica de maior escala, veja os túmulos de Alcobaça e da Batalha em Escultura Portuguesa e a arquitetura gótica.
Como ver
A maioria está em igrejas ou sés, e o acesso depende do culto e do horário de cada templo. Na consulta de 5 de novembro de 2026 não encontrei horários oficiais para estes túmulos. Confirme junto das paróquias, das dioceses e dos municípios.
Fotografia de Joseolgon, de 9 de setembro de 2023. Original no Wikimedia Commons, sob CC BY 4.0; redimensionada e comprimida para a web, sem alterar a composição.
Perguntas frequentes
- Quantos túmulos são Monumento Nacional neste guia?
- Nove: um em Braga, um em Óbidos, dois em Lisboa, dois em Santarém, um em Grijó (Vila Nova de Gaia), um em Oliveira do Conde (Carregal do Sal) e um em Penafiel.
- Qual foi o diploma de classificação?
- Para oito deles, o decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho de 1910. O túmulo de D. João de Noronha, o Moço, em Óbidos, foi classificado pelo Decreto n.º 22 735, de 24 de junho de 1933, segundo o Atlas do Património Classificado.
- Todos os túmulos estão dentro de igrejas?
- Não necessariamente. Os registos situam-nos em sés, igrejas paroquiais, na Igreja de São Domingos de Benfica, num claustro monástico e numa capela anexa; o Túmulo do Monte de São Roque, em Penafiel, não tem, no registo, igreja associada.
- Posso ver estes túmulos?
- Os que estão em igrejas dependem do horário de cada uma. Na consulta de 5 de novembro de 2026 não encontrei horários oficiais para estes túmulos; confirme junto da paróquia, da diocese ou do município.
Fontes
- Património Cultural, I.P. — Atlas do Património Classificado e em Vias de Classificação (NINV 3147, 3350, 3351, 3700, 3807, 3946, 3947, 4251 e 74937)
- Diário do Governo, I série, n.º 136, de 23-06-1910 — Decreto de 16 de junho de 1910
- Diário do Governo, I série, n.º 140, de 24-06-1933 — Decretos n.º 22:734 e n.º 22:735
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