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Arqueologia

Complexo megalítico de Monsaraz

Complexo megalítico de Monsaraz, em Reguengos de Monsaraz: o cromeleque do Xerez, o menir do Outeiro, a Rocha dos Namorados e antas do Neolítico alentejano.

Perguntas frequentes Fontes
Complexo megalítico de Monsaraz
Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL, CC BY-SA 2.0 — Wikimedia Commons
Localização
Reguengos de Monsaraz, Évora
Construção
c. 4000–3000 a.C.

Em torno do monte de Monsaraz e da vasta planície que desce para o Guadiana concentra-se um dos mais densos conjuntos megalíticos de Portugal. O concelho de Reguengos de Monsaraz reúne mais de uma centena e meia de ocorrências arqueológicas pré-históricas — cromeleques, menires isolados, antas e estações de arte rupestre — testemunho de comunidades de pastores e agricultores que, ao longo do V, IV e III milénios a.C., marcaram este território com a pedra.

O cromeleque do Xerez

A peça mais conhecida do conjunto é o cromeleque do Xerez, identificado em 1969: um recinto de mais de meia centena de monólitos em torno de um grande menir central, vários deles decorados. A albufeira de Alqueva obrigou a retirá-lo do sítio original, e o recinto foi reconstituído junto ao Convento da Orada, perto de Monsaraz. A sua história, a classificação como Imóvel de Interesse Público e os limites da reconstituição são explicados no guia dedicado; aqui interessa sobretudo como parte de uma paisagem megalítica mais vasta, comparável à dos grandes recintos do Alentejo central, como o cromeleque dos Almendres, perto de Évora.

Menires e antas no território

O complexo não se esgota no Xerez. Disperso pelo concelho encontra-se um notável conjunto de monumentos. O menir do Outeiro, com perto de seis metros, é dos maiores menires isolados da Península Ibérica. A Rocha dos Namorados, granito erguido com mais de dois metros decorado por covinhas, mantém ainda hoje associado um ritual popular de arremesso de pedras para o topo. As antas do Olival da Pega, sepulturas coletivas de câmara e corredor edificadas entre cerca de 3500 e 3000 a.C., guardaram restos de mais de uma centena de indivíduos, revelando a dimensão funerária e comunitária destas populações.

No seu conjunto, estes monumentos pertencem ao universo mais amplo do megalitismo e da arte megalítica portuguesa, de que os menires gravados são expressão maior — um tema que se desenvolve no estudo das estátuas-menir e estelas. Visitá-los a partir da vila fortificada de Monsaraz é percorrer, num mesmo dia, vários milénios de ocupação humana do Alentejo central.

Perguntas frequentes

O que integra o complexo megalítico de Monsaraz?
Reúne o cromeleque do Xerez, menires isolados como o do Outeiro e a Rocha dos Namorados, e antas como as do Olival da Pega, todos no concelho de Reguengos de Monsaraz.
Porque foi deslocado o cromeleque do Xerez?
O sítio original ficou submerso pela albufeira de Alqueva. O monumento foi transferido para junto do Convento da Orada, perto de Monsaraz, no quadro dos trabalhos arqueológicos de minimização de Alqueva. O guia dedicado ao cromeleque explica a deslocação.
De que época é o cromeleque do Xerez?
Os investigadores situam-no entre o V e o III milénio a.C., no quadro do Neolítico e Calcolítico do Alentejo central.

Fontes

  1. Cromeleque do Xerez — Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz
  2. Xerez Cromlech — Wikipedia
  3. Megalitismo — Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz

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