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Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (18 de abril)

O que é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a 18 de abril: origem no ICOMOS, temas anuais, coordenação em Portugal e como encontrar o programa.

Perguntas frequentes Fontes

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios assinala-se todos os anos a 18 de abril. É uma data proposta pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) para chamar a atenção para a diversidade do património cultural, para a sua vulnerabilidade e para o trabalho necessário para o conservar. Em Portugal, o dia traduz-se num programa nacional de visitas, conferências, oficinas e aberturas especiais, promovido por instituições públicas, autarquias, museus, universidades e associações. A próxima edição é a 18 de abril de 2027, um domingo.

Origem: de Hammamet à UNESCO

Segundo o ICOMOS, a ideia nasceu num simpósio do ICOMOS Tunísia e numa reunião do seu bureau, em Hammamet, a 18 de abril de 1982. Propôs-se então criar um dia anual para celebrar o património à escala mundial. Na sua apresentação atual, o ICOMOS contrapõe esse alcance global a celebrações regionais, como as Jornadas Europeias do Património de setembro. O conselho do ICOMOS aprovou o projeto e deu orientações práticas à sua rede para organizar as comemorações.

A data ganhou outra projeção quando a Conferência Geral da UNESCO, na sua 22.ª sessão, em 1983, adotou o conceito. Em 2001, o então presidente do ICOMOS, Michael Petzet, e o conselho da organização propuseram que o 18 de abril servisse também para chamar a atenção para um tipo de património particularmente ameaçado. Daí vem o hábito de cada edição ter um tema.

O nome em inglês é International Day for Monuments and Sites. A data não se limita aos bens inscritos na Lista do Património Mundial: os temas e as atividades abrangem monumentos, sítios arqueológicos e património vivo de todo o tipo.

Um tema diferente em cada ano

O tema é escolhido e anunciado pelo ICOMOS internacional em cada edição. As comissões nacionais, como o ICOMOS Portugal, e os parceiros locais adaptam-no aos seus programas.

Dois exemplos recentes, tal como foram apresentados em Portugal:

  • 2024: “Catástrofes e conflitos à luz da Carta de Veneza”, no ano em que essa carta de conservação de 1964 fazia 60 anos.
  • 2026: “Património vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”. Na versão inglesa do ICOMOS, o tema é Emergency Response for Living Heritage in contexts of Conflicts and Disasters.

O tema de 2027 ainda não estava publicado na consulta de 5 de novembro de 2026. Costuma ser divulgado pelo ICOMOS antes de cada edição, por isso consulte o sítio do ICOMOS e a página do Património Cultural.

Como se assinala em Portugal

O Património Cultural, I.P. apresenta-se como entidade responsável pela coordenação nacional do dia desde 2024, em colaboração com o ICOMOS Portugal. O modelo é aberto. O instituto convida entidades públicas e privadas a registar as suas atividades, presenciais ou online, numa plataforma de divulgação. Disponibiliza também um kit gráfico para que todas usem a mesma identidade.

Em 2026, a página do instituto anunciava atividades de 11 a 19 de abril. O tema ganhou peso especial depois dos fenómenos meteorológicos extremos do inverno anterior. Segundo a Lusa, o programa reuniu mais de duas centenas de iniciativas em todo o país: visitas guiadas, exposições, oficinas, concertos, conferências e cinema. Uma das propostas do instituto, “Património Vivo – Entre na Obra”, abriu os bastidores de obras de conservação em curso. Incluiu o Palácio Nacional de Mafra, no Convento de Mafra, o Mosteiro de Tibães, o Mosteiro da Batalha e o Abrigo do Lagar Velho, em Leiria. Eram visitas gratuitas, mas com inscrição obrigatória.

O mesmo dia mobiliza outras entidades com programação própria, como municípios, misericórdias, universidades e museus de outras tutelas. A página internacional do ICOMOS para 2026 remetia para o portal português e assinalava ainda um seminário da Universidade Portucalense sobre riscos e vulnerabilidades do património, a 28 de abril. Nem todas as atividades são gratuitas, e muitas exigem inscrição prévia.

Entrada gratuita a 18 de abril?

Não há uma regra fixa. A gratuitidade nesse dia depende de decisões tomadas em cada ano por cada entidade gestora. Em 2024, o Despacho n.º 22/GCD/2024, de 4 de abril, assinado pelo presidente do Património Cultural, I.P., determinou a entrada gratuita a 18 de abril em todos os monumentos e sítios sob tutela do Património Cultural, I.P. Esse despacho não abrangia os museus, monumentos e palácios geridos pela Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., nem os sítios de outras entidades.

Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi possível confirmar uma decisão equivalente para 2026. Para os residentes em Portugal, existe um regime anual de entradas gratuitas nos equipamentos da Museus e Monumentos de Portugal, independente desta data. Está explicado em entrada gratuita em museus e monumentos nacionais.

Como encontrar o programa

  1. A partir do início da primavera, consulte a página do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios no sítio do Património Cultural, I.P.
  2. Use o portal eventos.patrimoniocultural.gov.pt. Tem mapa, lista e filtros, incluindo um filtro para atividades gratuitas, e reúne também os programas das Jornadas Europeias do Património e do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial.
  3. Para a dimensão internacional e o tema do ano, veja a agenda do ICOMOS.
  4. Antes de sair, confirme na página do monumento ou do organizador o horário, as condições de entrada e a necessidade de inscrição.

Se representa uma entidade e quer participar, saiba que em 2026 o Património Cultural, I.P. recebeu o registo de atividades nessa mesma plataforma, antes da data. Confirme o calendário de inscrição de cada edição.

Porque importa

O 18 de abril funciona como um calendário comum para a comunidade do património. Junta o trabalho técnico das convenções internacionais e das cartas de conservação a uma programação aberta ao público. Os temas recentes, sobre conflitos, catástrofes e respostas de emergência, ligam-se diretamente às questões tratadas em património em risco em Portugal. Em setembro, as Jornadas Europeias do Património oferecem uma segunda ocasião anual com um formato semelhante.

Perguntas frequentes

Quando se celebra o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios?
Todos os anos a 18 de abril. A próxima edição é a 18 de abril de 2027, um domingo. Em Portugal, as atividades podem estender-se por vários dias à volta da data: em 2026 decorreram de 11 a 19 de abril.
Quem criou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios?
A ideia surgiu num simpósio do ICOMOS em Hammamet, na Tunísia, a 18 de abril de 1982, e foi aprovada pelo conselho do ICOMOS. A Conferência Geral da UNESCO adotou o conceito na sua 22.ª sessão, em 1983.
Quem organiza o dia em Portugal?
O Património Cultural, I.P. indica ser, desde 2024, a entidade responsável pela coordenação nacional, em colaboração com o ICOMOS Portugal. As atividades de museus, autarquias, associações e outras entidades são reunidas no portal eventos.patrimoniocultural.gov.pt.
A entrada nos monumentos é gratuita a 18 de abril?
Depende do ano e da entidade gestora. Em 2024, um despacho do Património Cultural, I.P. determinou a entrada gratuita nesse dia nos monumentos e sítios sob a sua tutela. Não foi possível confirmar uma decisão equivalente para 2026; para 2027, confirme no portal do Património Cultural e na página de cada monumento.

Fontes

  1. ICOMOS — 18 April: Celebrating International Day for Monuments and Sites
  2. ICOMOS — IDMS 2026: Global events
  3. Património Cultural, I.P. — Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
  4. Património Cultural, I.P. — Portal de atividades (DIMS, JEP, DIPCI)
  5. Património Cultural, I.P. — Despacho n.º 22/GCD/2024, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2024: gratuitidade de entradas
  6. RTP / Lusa — Dia Internacional dos Monumentos e Sítios soma centenas de atividades e lembra tempestades (18-04-2026)

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