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Castelo de Alegrete

Castelo de Alegrete, em Portalegre: fortaleza raiana da Serra de São Mamede, ligada ao foral de D. Dinis de 1319, hoje em ruína. Monumento Nacional desde 1946.

Perguntas frequentes Fontes
Porta em arco do Castelo de Alegrete ao lado de um torreão circular ameado assente na rocha, com caminho empedrado, ciprestes e a planície ao fundo
Inacio Pires, CC BY-SA 3.0 — Wikimedia Commons
Localização
Alegrete, Portalegre, Portalegre
Construção
séc. XIV (foral de 1319); reparações no séc. XVII

O Castelo de Alegrete coroa a vila de Alegrete, a pouco mais de dez quilómetros de Portalegre, na encosta da Serra de São Mamede. Segundo o registo nacional do Património Cultural, I.P., é uma das fortalezas mais importantes do Alto Alentejo raiano e foi, desde a Idade Média, uma peça fundamental na defesa da região. Hoje é sobretudo uma ruína: restam troços de muralha, portas e vestígios da torre de menagem. O alto da fortaleza continua, no entanto, a oferecer uma vista ampla sobre a planície.

Origens incertas

A história tradicional atribui ao castelo uma origem anterior à fundação de Portugal e afirma que D. Afonso Henriques o conquistou aos muçulmanos. O registo nacional é mais prudente. Considera as origens obscuras e situa as primeiras notícias seguras no século XIII, no reinado de D. Afonso III. Em 1267, na sequência da Convenção de Badajoz, a vila foi definitivamente integrada no território português.

Em 1319, D. Dinis deu foral a Alegrete. Segundo o registo nacional, a construção do castelo atual terá coincidido com essa data, embora se admita que as obras tenham começado logo após o acordo de Badajoz. A página da Junta de Freguesia, alojada no site do município, refere ainda um segundo foral, de D. Manuel I, de 1516.

O que se conhece da fortaleza

As destruições e o abandono tornam difícil reconstituir a planta original. Pelos dados disponíveis, o perímetro era bastante irregular e não seguia a planta genericamente oval de outros castelos góticos portugueses. A torre de menagem ficaria junto à muralha nascente, associada a uma cisterna que abastecia a população e a guarnição. Não é possível saber como se organizava em altura. A porta principal abria, ao que tudo indica, para sul e está hoje emparedada.

Uma cerca envolvia a vila e ligava-a ao castelo. Também está muito destruída, mas conserva alguns troços. O registo nacional destaca a Porta da Vila, entre dois cubelos, como protótipo das portas góticas das cercas urbanas. A página de castelos do Município de Portalegre, atualizada em janeiro de 2023, enumera o que resta: ruínas da torre de menagem, parte da cisterna e três portas, a Porta da Vila, a Porta de Santana e a Porta do Sol.

Guerras de fronteira e decadência

A posição de fronteira deu a Alegrete um papel nas guerras com Castela. Em 1384, durante a crise que levaria D. João I ao trono, D. Nuno Álvares Pereira visitou a vila, que já defendia a causa de Avis.

A passagem para a guerra com artilharia trouxe um primeiro período de decadência. Os conflitos do século XVII inverteram essa tendência, porque a posição raiana pôs o velho castelo na primeira linha contra as tropas espanholas. Durante a Guerra da Restauração, sob o impulso do Marquês de Marialva, as muralhas foram reparadas e atualizadas. Segundo o registo nacional, foi uma obra rápida, feita com arranjos pontuais. Terá sido construída uma fortificação abaluartada, que hoje não é possível identificar.

No início do século XIX, Alegrete voltou a ser atacada por tropas espanholas, mas a fortaleza já estava em declínio. O concelho foi extinto a 26 de junho de 1855, e o castelo foi sendo abandonado. Na década de 1970 houve intervenções pontuais de consolidação. O registo nacional notava que faltava ainda um programa coerente de valorização. Mais tarde, segundo o município, o castelo e o castelejo foram requalificados, com passadiços de acesso, guardas de proteção e um palco para artes cénicas.

Classificação

O castelo é Monumento Nacional pelo Decreto n.º 35 443, publicado no Diário do Governo, I série, n.º 1, de 2 de janeiro de 1946. O mesmo diploma classificou, entre outros, o Castelo de Terena. O castelo não faz parte de nenhuma inscrição da UNESCO.

Preparar a visita

Alegrete é uma freguesia do concelho de Portalegre, dentro do Parque Natural da Serra de São Mamede. Segundo o município, do alto da fortaleza, a 502,9 metros de altitude, avistam-se Assumar, Monforte, Veiros, Estremoz e Evoramonte. Na vila, a Junta de Freguesia destaca ainda a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, a Capela de São Pedro e a Torre do Relógio.

Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi encontrado horário nem preço oficial publicado para o castelo. Para confirmar o acesso, contacte o Município de Portalegre (245 307 400, [email protected]) ou a Junta de Freguesia de Alegrete (+351 245 965 134, [email protected]).

Na mesma serra e na mesma raia ficam o Castelo de Marvão e Castelo de Vide. Mais a sul, Elvas concentrou o grande esforço de fortificação da Coroa durante a Restauração. Para outras fortalezas, consulte a página dos castelos de Portugal e a do Alentejo.

Fotografia de Inacio Pires, de 23 de junho de 2011. Original no Wikimedia Commons, sob CC BY-SA 3.0; redimensionada e comprimida para a web, sem alterar a composição.

Perguntas frequentes

De quando é o Castelo de Alegrete?
As origens são obscuras. Segundo o registo nacional do Património Cultural, I.P., as primeiras notícias seguras são do século XIII, do reinado de D. Afonso III. O castelo atual terá sido construído por volta de 1319, quando D. Dinis deu foral à vila, embora as obras possam ter começado logo após a Convenção de Badajoz de 1267.
O que resta do castelo?
O conjunto está muito arruinado. A página do Município de Portalegre refere ruínas da torre de menagem, parte da cisterna e três portas: Porta da Vila, Porta de Santana e Porta do Sol. Da cerca da vila conservam-se alguns troços, com destaque para a Porta da Vila, entre dois cubelos.
O Castelo de Alegrete está classificado?
Sim. É Monumento Nacional pelo Decreto n.º 35 443, publicado no Diário do Governo, I série, n.º 1, de 2 de janeiro de 1946.
Pode visitar-se?
O castelo fica na vila de Alegrete, a pouco mais de dez quilómetros de Portalegre. Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi encontrado horário nem preço oficial publicado. Para informações, contacte o Município de Portalegre ou a Junta de Freguesia de Alegrete.

Fontes

  1. Património Cultural, I.P. — Castelo de Alegrete (71109)
  2. Património Cultural, I.P. — Atlas do Património Classificado, Castelo de Alegrete (NINV 3575)
  3. Diário do Governo — Decreto n.º 35 443 (I série, n.º 1, 02-01-1946)
  4. Município de Portalegre — Castelos
  5. Município de Portalegre — Junta de Freguesia de Alegrete
  6. Wikidata — Castelo de Alegrete (Q5049735)

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