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Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa

Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga: criado em 1918, coleções de Bracara Augusta, mosaico romano in situ e edifício de 2007 para preparar a visita.

Perguntas frequentes Fontes
Edifício branco e contemporâneo do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, com o nome do museu em grandes letras na fachada
Joseolgon, CC0 — Wikimedia Commons
Localização
Braga, Braga
Construção
2007 (edifício atual, construído de raiz)

O Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa é o museu de arqueologia de Braga e o ponto de partida para conhecer Bracara Augusta, a cidade romana que está na origem de Braga. O edifício atual, inaugurado em 2007, foi construído de raiz na zona arqueológica mais significativa da cidade romana. O museu depende da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. e integra a Rede Portuguesa de Museus.

Um museu criado em 1918

O nome homenageia o arcebispo D. Diogo de Sousa (1461–1532). O museu atribui-lhe importantes remodelações urbanas de Braga e as primeiras tentativas de proteger os vestígios romanos da cidade. O seu túmulo está na Sé de Braga.

Entre os séculos XVI e XIX houve várias iniciativas para criar um museu, mas só em 1918 surgiu o Museu D. Diogo de Sousa, como museu de arqueologia e arte geral. O sítio oficial indica como diploma de criação o Decreto n.º 4 011, de 28 de março de 1918. O museu foi instalado no Paço Arquiepiscopal, com um diretor conservador e um guarda.

O funcionamento foi irregular durante décadas. Em 1980, o Decreto-Lei n.º 409/80, de 27 de setembro, revitalizou-o como Museu Regional de Arqueologia, com competências próprias neste domínio. Desde então, trabalha na preservação, valorização e divulgação do património arqueológico local e regional, e abriu ao público no novo edifício a 29 de junho de 2007.

O edifício

O projeto é dos arquitetos Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro. O edifício articula três corpos: os serviços técnicos, a cafetaria e a área pública. Os serviços técnicos incluem um laboratório de conservação e restauro que trabalha também com coleções de outros museus da região. A área pública reúne as salas de exposição, um auditório, loja, biblioteca e serviço educativo. Os espaços exteriores ajardinados são de acesso livre.

Como foi construído sobre a cidade romana, o museu é também um sítio arqueológico. As escavações anteriores à obra encontraram uma casa do século I com pavimento de mosaico. A elevada acidez do solo de Braga raramente deixa preservar estes achados, e por isso o mosaico foi integrado na cripta do bloco de serviços. Tem dois painéis geométricos a preto e branco: um em xadrez com cruzetas e outro com uma quadrícula de ampulhetas.

A exposição permanente

A exposição cobre a ocupação humana do Norte de Portugal do Paleolítico à Idade Média. Começa com a história do museu e da arqueologia da região, e organiza-se depois em quatro salas:

  • Sala 1: Pré-História e Proto-História, do Paleolítico à Idade do Ferro, com materiais sobretudo de sítios do Noroeste peninsular;
  • Sala 2: a integração de Bracara Augusta no Império Romano, o comércio e as inovações técnicas na economia local;
  • Sala 3: a organização do espaço público e doméstico da cidade;
  • Sala 4: as vias romanas, as necrópoles, a religiosidade romana e paleocristã e o núcleo medieval.

O museu sublinha que Bracara Augusta foi a única capital de província do Império Romano em território hoje português e, mais tarde, capital do reino suevo. As coleções têm dois núcleos: achados antigos, sobretudo pedras epigrafadas sem contexto arqueológico preciso, e materiais entrados depois de 1980 a partir de projetos de investigação, com o respetivo contexto documentado.

No jardim, o Jardim dos Miliários expõe ao ar livre marcos miliários romanos de granito e elementos arquitetónicos como bases e colunas, de vários pontos da cidade romana.

A Coleção Bühler-Brockhaus, doada por Hans-Peter Bühler e Marion Bühler-Brockhaus, junta cerca de 300 peças, a maioria do mundo mediterrânico. A doação começou com a chegada das primeiras peças em 2017. O auto de doação foi assinado em 2018 e a doação concluiu-se a 2 de maio de 2019 com a entrega de um retrato romano em mármore do imperador Augusto.

Para enquadrar a visita, veja também a arqueologia romana e o Portugal romano.

Proteção do local

Na consulta de 5 de novembro de 2026, o Atlas do Património Cultural, I.P. não registava o edifício do museu como imóvel classificado. As coordenadas do museu ficam dentro da zona especial de proteção das Termas romanas de Maximinos (Monumento Nacional pelo Decreto n.º 1/86), fixada pela Portaria n.º 865/91. Esta proteção resulta da vizinhança das termas, e não de uma classificação do museu.

Preparar a visita

O museu fica na Rua dos Bombeiros Voluntários, 4700-025 Braga. Na consulta de 5 de novembro de 2026, a página oficial de horário e bilhetes indicava:

  • horário de terça-feira a domingo, 10h00–17h30;
  • encerramento à segunda-feira e em 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 24 de junho e 25 de dezembro;
  • bilhete a 5 €, com desconto de 50 % (2,50 €) para maiores de 65 anos e famílias com pelo menos um adulto e um menor;
  • entrada livre, mediante comprovativo, para residentes em Portugal em 52 dias por ano à escolha do visitante, menores de 12 anos acompanhados por um adulto e outras categorias previstas (veja entrada gratuita nos museus e monumentos).

O museu indicava ainda que a cafetaria estava temporariamente encerrada e que as linhas 7, 14 e 32 dos TUB param junto ao museu. Visitas de grupo, sessões educativas e filmagens podem ter condições próprias: confirme antes com o museu.

Fotografia de Joseolgon, de 22 de novembro de 2020. Original no Wikimedia Commons, sob CC0 1.0; redimensionada e comprimida para a web, sem alterar a composição.

Perguntas frequentes

Quando foi criado o Museu D. Diogo de Sousa?
Em 1918, como museu de arqueologia e arte geral, segundo o sítio oficial do museu, que indica o Decreto n.º 4 011, de 28 de março. Foi revitalizado em 1980 como Museu Regional de Arqueologia e abriu no edifício atual em 29 de junho de 2007.
Porque tem o nome de D. Diogo de Sousa?
Homenageia o arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa (1461–1532), a quem o museu atribui importantes remodelações urbanas da cidade e as primeiras tentativas de salvaguarda dos vestígios de Bracara Augusta.
O que se vê no museu?
Coleções do Paleolítico à Idade Média do Noroeste peninsular, com destaque para Bracara Augusta, um mosaico romano do século I conservado no local, miliários no jardim e a coleção mediterrânica da doação Bühler-Brockhaus.
O edifício do museu está classificado?
Na consulta de 5 de novembro de 2026, o Atlas do Património Cultural não registava o edifício como bem classificado. O local fica dentro da zona especial de proteção das Termas romanas de Maximinos, Monumento Nacional.

Fontes

  1. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — História
  2. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Edifício
  3. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Exposição
  4. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Coleções
  5. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Mosaico in situ
  6. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Jardim dos Miliários
  7. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Sala Bühler-Brockhaus
  8. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Horário e bilhetes
  9. Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa — Localização e acessos
  10. Património Cultural, I.P. — Atlas do Património Classificado e em Vias de Classificação (ZEP das Termas romanas de Maximinos, NINV 2233)
  11. Wikidata — Museu Regional de Arqueologia Dom Diogo de Sousa (Q5203563)

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