Denkmäler

Palácio Nacional de Queluz

O Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, é a grande residência rococó da corte portuguesa, célebre pelos seus jardins formais setecentistas.

Palácio Nacional de Queluz
User:Lusitana, CC BY 2.5 — Wikimedia Commons

O Palácio Nacional de Queluz é uma das mais elegantes residências reais portuguesas do século XVIII e o exemplo mais completo do gosto rococó aplicado à corte. Erguido em Queluz, no concelho de Sintra, distingue-se pela harmonia entre os corpos do palácio e os jardins formais que o circundam, conjunto que lhe valeu a alcunha de “Versalhes português”. Classificado como Monumento Nacional desde 1910, é hoje um dos principais núcleos museológicos geridos pela Parques de Sintra.

Da quinta de recreio à residência de corte

A origem do palácio remonta a uma quinta de recreio que pertenceu à Casa do Infantado. Em 1747, o infante D. Pedro — futuro D. Pedro III, marido e tio de D. Maria I — encomendou a transformação da antiga casa de campo numa residência de veraneio à altura de um príncipe. A direção da obra coube ao arquiteto Mateus Vicente de Oliveira, formado na escola joanina que erguera o Real Edifício de Mafra.

As campanhas construtivas prolongaram-se até cerca de 1786, com uma interrupção significativa após o terramoto de 1755, que obrigou a repensar a solidez do edifício. A partir de 1758 entrou em cena o francês Jean-Baptiste Robillion, ourives e arquiteto que imprimiu ao conjunto o requinte rococó visível na ala que tomou o seu nome, nos interiores e na escadografia dos jardins.

Interiores e a corte de D. Maria I

Quando D. Maria I subiu ao trono em 1777, Queluz tornou-se palco recorrente da vida da corte. Os interiores conservam alguns dos espaços cerimoniais mais notáveis do rococó europeu: a Sala dos Embaixadores, ampla e luminosa, destinada às receções diplomáticas; o Salão de Baile, profusamente decorado a talha dourada e espelhos; e a Sala da Música. Após a morte de D. Pedro III, em 1786, e a doença que afetou a rainha, o palácio foi o refúgio dos seus últimos anos.

Mais do que um palácio único, Queluz é um diálogo entre dois temperamentos: a contenção da arquitetura joanina de Mateus Vicente e a fantasia decorativa do francês Robillion.

A capela, sagrada em 1752, ostenta talha dourada de grande aparato, num conjunto que ilustra a continuidade entre a arquitetura civil e o património religioso do período.

Os jardins formais

Os jardins são parte indissociável do programa. Desenhados ao gosto francês, com canteiros de buxo recortado, estatuária, fontes — como a de Neptuno — e cascatas, integram ainda o célebre Canal dos Azulejos, revestido de painéis figurativos que constituem um dos mais belos conjuntos da azulejaria portuguesa setecentista. Esta linguagem de jardim formal aproxima Queluz dos outros paços reais e contrasta com o romantismo posterior do Palácio Nacional da Pena, na vizinha serra de Sintra.

Convertido em museu em 1940, o palácio continua a desempenhar funções de Estado, recebendo visitas oficiais. A sua visita combina-se naturalmente com a do Palácio Nacional de Sintra, formando um percurso essencial pela arquitetura palaciana portuguesa.

Häufige Fragen

Onde fica o Palácio Nacional de Queluz?
Situa-se em Queluz, no concelho de Sintra, distrito de Lisboa, a cerca de quinze quilómetros a noroeste do centro da capital.
Porque é chamado o 'Versalhes português'?
A designação deve-se à conjugação de uma residência rococó da corte com extensos jardins formais geométricos, espelhos de água e estatuária, que evocam o modelo das residências reais francesas do século XVIII.
Quem habitou o palácio?
Foi residência de D. Pedro III e da rainha D. Maria I, que ali viveu os seus últimos anos, e mais tarde de D. João VI e de D. Carlota Joaquina.

Quellen

  1. Palácio Nacional de Queluz — Parques de Sintra
  2. Palácio Nacional de Queluz — Wikipédia
  3. Palácio Nacional de Queluz — SIPA / DGPC