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Monumentos
Castelo de Torres Novas
Castelo de Torres Novas: cerca gótica de dez torres refeita por D. Fernando, abalada em 1755, desmontada no séc. XIX, restaurada pela DGEMN. Monumento Nacional.
- Localização
- Torres Novas, Santarém
- Construção
- Séc. XIV (reconstrução no reinado de D. Fernando), sobre recinto de D. Sancho I
O Castelo de Torres Novas ergue-se no centro de Torres Novas, sede de um concelho que partilha com a Golegã a Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo. Tem uma cerca gótica de planta escudiforme e dez torres quadrangulares. A sua história é sobretudo a de uma fortaleza que foi reconstruída mais de uma vez: primeiro na Idade Média, depois de uma destruição no século XIV, e novamente no século XX, depois de a própria Câmara ter desmantelado parte das muralhas.
Das origens a D. Fernando
O registo nacional do Património Cultural, I.P. é prudente quanto às origens. Não está esclarecido se houve ocupação anterior à Idade Média no local. Sabe-se que D. Sancho I promoveu a construção de um recinto fortificado. Esse recinto foi destruído no século XIV, durante o reinado de D. Fernando. O próprio rei ordenou a sua reparação e reconstrução, e é dessa campanha que datam os elementos mais relevantes do castelo que hoje se vê.
Conhecem-se os responsáveis pela obra. Os trabalhos foram conduzidos pelo mestre Estêvão Domingues, e o vedor das obras foi o juiz Lourenço Peres de Santarém. Estas informações constavam de duas lápides colocadas junto às portas da Praça e do Salvador. As lápides foram entretanto retiradas dos seus lugares originais.
Uma cerca gótica
A configuração do castelo é claramente gótica. A planta é escudiforme, em forma de escudo, e a muralha é defendida por dez torres quadrangulares salientes, com acesso pelo adarve, o caminho de ronda no topo do muro. A porta principal, no troço sul, integrava a antiga casa do alcaide, que controlava a entrada e a saída de pessoas e bens. O registo nacional sugere que a torre de menagem estaria aí. A tradição local coloca-a no ponto oposto, junto à Porta da Traição.
Para situar esta obra no contexto da arquitetura militar do século XIV, veja arquitetura gótica em Portugal. Na mesma região, o Castelo de Ourém e o Castelo de Almourol mostram outras soluções medievais.
Terramoto, prisão e cemitério
O terramoto de 1755 danificou fortemente o castelo e terá provocado a queda de quatro torres. Nas décadas seguintes, alguns espaços mudaram de função. O paço do alcaide foi transformado em cadeia, e os terrenos vizinhos passaram a ser usados por particulares. Em 1790, o alcaide Francisco Feliciano Castelo Branco chegou a reclamar a posse dessas propriedades.
Em 1835, o interior do recinto passou a servir de cemitério. A 3 de abril de 1839, D. Maria concedeu à Câmara a plena posse do castelo. Segundo o registo nacional, esta doação precipitou a ruína do conjunto, porque a autarquia optou por desmantelar a estrutura. Sobre este tipo de espaço, veja cemitérios históricos.
A reconstrução do século XX
O processo de desmantelamento foi em parte revertido entre as décadas de 1940 e 1960. A Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) reconstruiu então alguns troços de muralha e as torres que estavam praticamente demolidas. Por isso, o castelo atual combina fábrica medieval e reconstruções do século XX. Ao visitá-lo, convém ter presente que nem tudo o que se vê é original.
Classificação
O castelo é Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho de 1910. O registo nacional não indica uma zona especial de proteção própria, mas o castelo fica abrangido pela zona de proteção da Igreja da Misericórdia de Torres Novas. Não faz parte de nenhuma inscrição da UNESCO.
Preparar a visita
O castelo fica no centro de Torres Novas, junto à Rua do Conde de Torres Novas. Na consulta de 5 de novembro de 2026, o site da Câmara Municipal de Torres Novas não estava disponível, e não foi possível confirmar numa fonte oficial os horários, as condições de acesso ou eventuais visitas guiadas. Confirme estas informações junto da Câmara Municipal antes de ir.
Na mesma região, vale a pena seguir para Tomar, com o Castelo de Tomar, e para Santarém. O enquadramento regional está em Lisboa e Vale do Tejo e a rede nacional em castelos de Portugal.
Fotografia de Kent Wang, de 22 de março de 2026. Original no Wikimedia Commons, sob CC BY 4.0; redimensionada e comprimida para a web, sem alterar a composição.
Perguntas frequentes
- De quando é o Castelo de Torres Novas?
- D. Sancho I promoveu um primeiro recinto fortificado, destruído no século XIV. D. Fernando, em cujo reinado foi destruído, mandou repará-lo e reconstruí-lo, e é dessa campanha que datam os elementos mais relevantes do castelo atual.
- Porque é que parte do castelo parece recente?
- O terramoto de 1755 terá derrubado quatro torres e, depois de 1839, a Câmara desmantelou parte da estrutura. Entre as décadas de 1940 e 1960, a Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais reconstruiu troços de muralha e torres quase demolidas.
- O castelo está classificado?
- Sim. É Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho de 1910.
- Quais são os horários?
- Na consulta de 5 de novembro de 2026, não foi possível confirmar horários numa fonte oficial: o site da Câmara Municipal de Torres Novas não estava disponível. Confirme junto da Câmara antes de ir.
Fontes
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